No dia 26 de julho - data em que se comemora o Dia do Arqueólogo - será realizada uma exposição fotográfica no Largo Dr. Pio, com imagens do período compreendido entre o final do século XIX e início do séc. XX. No local, durante a manhã e tarde, serão feitas identificações de edificações com a ajuda dos transeuntes, através de suas memórias e lembranças.
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A cidade se embebe como uma esponja dessa onda que reflui das recordações e se dilata." Ítalo Calvino
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A cidade que vemos através de nós ou A cidade que nos perpassa
"Eu sou o único espectador desta rua; / se a deixasse de ver, ela morreria". Borges
Esse fragmento de Borges, citado em Das Ruas de Paris aos Arrabaldes de Buenos Aires - Poesia, Cidade e Baudelaire e Borges, artigo de Franklin Alves ( Poeta e ensaísta carioca, autor do livro de poemas Céu Vermelho, inédito), me fez pensar: que cidade cada um de nós vê?
Para mim a cidade são os sons, os ruídos, as fotografias amarelecidas que nos fazem imaginar fora do enquadramento. Também as lembranças dos lugares que trilhamos (dos matinés, o pipoqueiro, a sapataria que ia fazer compras com meu pai, a confeitaria e seus quindins, etc. etc.), o silêncio dos domingos e do amanhecer, as histórias que nos contam, os detalhes das fachadas, as ruínas, o calçamento, os ladrilhos, o gasto das passadas (Não cheguei a tempo de fotografar um cantinho de calçada na Praça Tamandaré que gasto, trazia a marca de muitos passantes... ).
Que cidade vemos? É importante pensar sobre, pois nossas respostas apontam para a questão imprescindível - que cidade queremos.
Se a deixasse de ver, ela morreria... Nosso pertencimento à cidade se dá quando nossas memórias se tramam pelos seus diferentes lugares. Quando nos levam a relembrar e nos fazem imaginar momentos vividos. Quando como passantes nos enxergamos em seus detalhes, em seus traçados. Desprendida de lembranças não mais a reconheceria, para mim morreria.
Reflexões sobre a cidade em que nasci.
Célia Pereira
domingo, 29 de maio de 2011
Paisagem
Quero, para compor os meus castos monólogos,
Deitar-me ao pé do céu, assim como os astrólogos,
E, junto aos campanários, escutar sonhando
Solenes cânticos que o vento vai levando.
(Baudelaire)As mãos sob o meu queixo, só, na água-furtada,
Verei a fábrica em azáfama engolfada;
Torres e chaminés, os mastros da cidade,
E os vastos céus a recordar a eternidade.
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